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Merendeiros disputam final do SuperChef da Educação em MT
Imagem: ASCom/Governo de MT

Merendeiros disputam final do SuperChef da Educação em MT

05/11/2026

Mato Grosso – Treze profissionais da alimentação escolar disputam, nesta quinta-feira 5 de novembro, a final do SuperChef da Educação Estadual. A competição reúne merendeiros de várias regiões do estado e premia as melhores receitas criadas para a alimentação dos estudantes.

A final da 4ª edição acontece no Laboratório de Gastronomia da Univag, em Várzea Grande. Além de valorizar os profissionais, o concurso busca incentivar refeições saudáveis nas escolas estaduais.

As informações são do portal do Governo de MT.

SuperChef da Educação terá prêmios de até R$ 9 mil

As provas começaram às 8h30, com os 13 participantes divididos em três grupos.

Cada finalista deve preparar um prato salgado e original. Além disso, a receita não pode fazer parte do cardápio habitual das escolas.

Os pratos precisam conter algum tipo de carne, peixe, ovo ou outra proteína animal. No entanto, os participantes não podem usar alimentos ultraprocessados, maionese ou temperos com glutamato monossódico.

A organização anunciará os vencedores às 19h, no Espaço Stelata, no Complexo Leila Malouf, em Cuiabá.

Os três primeiros colocados receberão os seguintes prêmios:

  • 1º lugar: R$ 9 mil.
  • 2º lugar: R$ 7 mil.
  • 3º lugar: R$ 5 mil.

Além disso, cada escola dos três vencedores receberá R$ 20 mil. O dinheiro será usado para comprar equipamentos de cozinha.

Merendeiros apresentam receitas criativas na final

Os participantes apostam em pratos diferentes para conquistar os jurados. Entre as receitas estão tortas, lasanhas e preparações com ingredientes da agricultura familiar.

Torta de abobrinha com carne

Micheli Primão Rauber, da região de Juína, participa com uma torta de abobrinha recheada com carne.

A merendeira está confiante. No entanto, admite que sente nervosismo antes da prova.

“Estou confiante na minha receita, mas o frio na barriga vem. A gente pensa em cada detalhe para fazer tudo dar certo. Ganhar seria uma alegria enorme, principalmente por saber que a escola também vai receber recursos para a cozinha”, afirma.

Lasanha de banana-da-terra com mandioca

Cleonice Soares Barros, da região de Confresa, apresenta uma lasanha de banana-da-terra com purê de mandioca.

Para ela, o SuperChef da Educação também é uma oportunidade de mostrar a importância do trabalho das merendeiras.

“Na cozinha da escola, a melhor resposta é ver o aluno comer e gostar. Aqui, quero que os jurados percebam esse mesmo cuidado. A expectativa é grande, porque estamos mostrando um trabalho que muita gente só conhece quando a comida chega ao prato”, comenta.

Lasanha de banana valoriza a agricultura familiar

Daniel da Silva, da região de Sinop, é o único homem entre os 13 finalistas. Ele participa com uma lasanha de banana.

Segundo o merendeiro, a receita mostra como alimentos conhecidos podem ganhar novas formas de preparo.

“Estou apresentando a lasanha de banana, um prato que desperta a vontade de experimentar. É um produto da agricultura familiar que permite combinações muito boas. Minha expectativa é mostrar que um ingrediente conhecido pode surpreender quando a gente muda o jeito de preparar”, destaca.

Lasanha de pintado também está na disputa

Já Carini Nunes Barbosa, da região de Rondonópolis, concorre com uma lasanha de filé de pintado.

Além de preparar o prato, ela pretende aproveitar a competição para aprender com os colegas.

“A vontade é caprichar em tudo, mas precisamos cuidar do tempo. Estou concentrada para que o prato saia como planejei. Também quero aprender com os colegas, porque cada um traz uma ideia que pode ser aproveitada depois na escola”, afirma.

SuperChef da Educação selecionou 13 entre 373 receitas

Ao todo, o concurso recebeu 373 inscrições. Desse total, apenas 13 receitas chegaram à final.

Primeiro, nutricionistas da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) avaliaram os pratos. Depois, a seleção contou com votos da comunidade escolar e etapas regionais realizadas em julho.

Na decisão, quatro jurados avaliam o sabor, a criatividade, a aparência, o cheiro e a textura das receitas.

Além disso, eles observam a limpeza, a organização e o tempo usado no preparo dos alimentos.

A comissão julgadora é formada por:

  • Ariani Malouf, chef de cozinha;
  • Bruno Kimura, coordenador do curso de Gastronomia da Univag;
  • Miguel Ângelo, chef de cozinha;
  • Hélia Belmiro, merendeira da rede municipal de Colniza há oito anos.

Os jurados também analisam se os pratos oferecem uma alimentação equilibrada. Outro ponto importante é o uso de alimentos frescos, principalmente os produzidos por agricultores familiares.

Competição incentiva alimentação saudável nas escolas

O SuperChef da Educação também busca melhorar a qualidade da alimentação oferecida aos estudantes de Mato Grosso.

Segundo a secretária de Estado de Educação, Flávia Emanuelle Soares, a alimentação escolar ajuda no aprendizado e no bem-estar dos alunos.

Além disso, a compra de produtos locais beneficia os pequenos produtores rurais.

“Ela contribui para o bem-estar e a aprendizagem dos estudantes, reconhece o trabalho dos profissionais da nutrição e fortalece a agricultura familiar. Quando priorizamos produtos locais, apoiamos os produtores e ajudamos a levar alimentos frescos e de qualidade às escolas”, afirma.

Dessa forma, a competição valoriza quem prepara as refeições todos os dias. Ao mesmo tempo, incentiva novas receitas e o uso de alimentos saudáveis nas escolas estaduais.

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Renato de Souza

Doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande, Renato de Souza é o jornalista responsável pelo Jornal da Boa Esperança (DRT: 50317/SP). Com ampla experiência em jornalismo digital, rádio e assessoria de comunicação, é também escritor e editor, autor de seis livros publicados de forma independente. Renato é pesquisador em Literatura, com interesse especial pelas crônicas de Plínio Marcos, e atua como produtor cultural e professor, dedicando-se à promoção da escrita criativa e do diálogo entre literatura e sociedade.

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