Mato Grosso – A logística reversa em território mato-grossense cresceu 285% em número de empresas participantes. Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), o total passou de 13.144 para 50.603 empresas.
O levantamento inclui empresas que vendem produtos no estado, mesmo aquelas com sede em outras regiões do Brasil.
Com esse avanço, mais embalagens podem voltar para a reciclagem. Além disso, o sistema ajuda a reduzir a poluição e pode gerar renda para trabalhadores do setor.
As informações são do portal do Governo de MT.
O que é logística reversa e como funciona?
A logística reversa é um sistema que ajuda a dar o destino correto a produtos e embalagens após o uso.
Na prática, materiais que iriam para o lixo podem voltar para a reciclagem. Assim, eles podem ser usados na fabricação de novos produtos.
Entre os materiais que podem ser reaproveitados estão:
- Plástico: garrafas, potes e outras embalagens.
- Papel e papelão: caixas e embalagens de produtos.
- Metal: latas e outros recipientes.
- Vidro: garrafas e potes.
Dessa forma, a reciclagem reduz a quantidade de lixo descartado na natureza. Além disso, ajuda a economizar matérias-primas.
Lei obriga empresas a cuidar das embalagens
Em Mato Grosso, a Lei Estadual nº 12.560/2024 estabelece regras para a logística reversa. O Decreto nº 2.156/2026 também define como essas regras devem funcionar.
Pela legislação, fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes devem cuidar do destino dos produtos e embalagens após o consumo.
Isso significa que as empresas precisam organizar a coleta e garantir o descarte correto desses materiais.
Com mais empresas participando, o estado pode acompanhar melhor o destino do lixo e incentivar a reciclagem.
Reciclagem também gera trabalho e renda
Além de proteger o meio ambiente, a logística reversa pode beneficiar famílias que vivem da coleta de materiais recicláveis.
Segundo Ricardo Carneiro, coordenador de Serviços e Gestão de Resíduos Sólidos da Sema-MT, o sistema fortalece o trabalho dos catadores.
“A logística reversa de embalagens fortalece a reciclagem em Mato Grosso ao mobilizar recursos e ampliar oportunidades para as empresas do setor e para as associações e cooperativas de catadores. Com isso, valorizamos o trabalho de quem recupera esses materiais, geramos renda e reduzimos a quantidade de resíduos descartados no meio ambiente”, afirmou.
Portanto, a medida também pode abrir novas oportunidades para cooperativas e empresas de reciclagem.
Empresas precisam comprovar a reciclagem
As empresas devem informar a quantidade de embalagens que colocam à venda em Mato Grosso.
Além disso, precisam apresentar documentos que comprovem a coleta e a recuperação dos materiais.
Para facilitar esse trabalho, elas podem participar de sistemas coletivos. Nesses casos, entidades responsáveis organizam a coleta e reúnem os comprovantes da reciclagem.
Assim, o governo consegue acompanhar o destino dos resíduos e verificar se os materiais foram reaproveitados.
Logística reversa inclui pneus, pilhas e eletrônicos
A logística reversa não vale apenas para embalagens.
Em 2026, a Sema-MT também recebeu planos de coleta e descarte correto de outros produtos, como:
- Pneus usados;
- Pilhas e baterias;
- Celulares e outros aparelhos eletrônicos;
- Lâmpadas;
- Óleos lubrificantes;
- Medicamentos vencidos ou sem uso.
Esses materiais precisam de cuidados especiais. Por isso, as empresas responsáveis devem organizar sistemas para recolher e dar o destino adequado aos produtos.
Novas regras começam a valer em 2027
A partir de 2027, as empresas responsáveis por esses sistemas também terão que apresentar relatórios anuais.
Os documentos deverão mostrar os resultados da coleta e do destino dos materiais, conforme o Decreto nº 2.156/2026.
Com isso, o governo pretende ampliar a reciclagem e reduzir a poluição em Mato Grosso.
A medida também reforça a importância de separar o lixo reciclável e dar o destino correto aos produtos usados. Afinal, cuidar do meio ambiente ajuda a proteger a saúde e a qualidade de vida da população.

