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Adesão à logística reversa cresce 285% em Mato Grosso
Imagem: Reprodução

Adesão à logística reversa cresce 285% em Mato Grosso

02/11/2026

Mato Grosso – A logística reversa em território mato-grossense cresceu 285% em número de empresas participantes. Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), o total passou de 13.144 para 50.603 empresas.

O levantamento inclui empresas que vendem produtos no estado, mesmo aquelas com sede em outras regiões do Brasil.

Com esse avanço, mais embalagens podem voltar para a reciclagem. Além disso, o sistema ajuda a reduzir a poluição e pode gerar renda para trabalhadores do setor.

As informações são do portal do Governo de MT.

O que é logística reversa e como funciona?

A logística reversa é um sistema que ajuda a dar o destino correto a produtos e embalagens após o uso.

Na prática, materiais que iriam para o lixo podem voltar para a reciclagem. Assim, eles podem ser usados na fabricação de novos produtos.

Entre os materiais que podem ser reaproveitados estão:

  • Plástico: garrafas, potes e outras embalagens.
  • Papel e papelão: caixas e embalagens de produtos.
  • Metal: latas e outros recipientes.
  • Vidro: garrafas e potes.

Dessa forma, a reciclagem reduz a quantidade de lixo descartado na natureza. Além disso, ajuda a economizar matérias-primas.

Lei obriga empresas a cuidar das embalagens

Em Mato Grosso, a Lei Estadual nº 12.560/2024 estabelece regras para a logística reversa. O Decreto nº 2.156/2026 também define como essas regras devem funcionar.

Pela legislação, fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes devem cuidar do destino dos produtos e embalagens após o consumo.

Isso significa que as empresas precisam organizar a coleta e garantir o descarte correto desses materiais.

Com mais empresas participando, o estado pode acompanhar melhor o destino do lixo e incentivar a reciclagem.

Reciclagem também gera trabalho e renda

Além de proteger o meio ambiente, a logística reversa pode beneficiar famílias que vivem da coleta de materiais recicláveis.

Segundo Ricardo Carneiro, coordenador de Serviços e Gestão de Resíduos Sólidos da Sema-MT, o sistema fortalece o trabalho dos catadores.

“A logística reversa de embalagens fortalece a reciclagem em Mato Grosso ao mobilizar recursos e ampliar oportunidades para as empresas do setor e para as associações e cooperativas de catadores. Com isso, valorizamos o trabalho de quem recupera esses materiais, geramos renda e reduzimos a quantidade de resíduos descartados no meio ambiente”, afirmou.

Portanto, a medida também pode abrir novas oportunidades para cooperativas e empresas de reciclagem.

Empresas precisam comprovar a reciclagem

As empresas devem informar a quantidade de embalagens que colocam à venda em Mato Grosso.

Além disso, precisam apresentar documentos que comprovem a coleta e a recuperação dos materiais.

Para facilitar esse trabalho, elas podem participar de sistemas coletivos. Nesses casos, entidades responsáveis organizam a coleta e reúnem os comprovantes da reciclagem.

Assim, o governo consegue acompanhar o destino dos resíduos e verificar se os materiais foram reaproveitados.

Logística reversa inclui pneus, pilhas e eletrônicos

A logística reversa não vale apenas para embalagens.

Em 2026, a Sema-MT também recebeu planos de coleta e descarte correto de outros produtos, como:

  • Pneus usados;
  • Pilhas e baterias;
  • Celulares e outros aparelhos eletrônicos;
  • Lâmpadas;
  • Óleos lubrificantes;
  • Medicamentos vencidos ou sem uso.

Esses materiais precisam de cuidados especiais. Por isso, as empresas responsáveis devem organizar sistemas para recolher e dar o destino adequado aos produtos.

Novas regras começam a valer em 2027

A partir de 2027, as empresas responsáveis por esses sistemas também terão que apresentar relatórios anuais.

Os documentos deverão mostrar os resultados da coleta e do destino dos materiais, conforme o Decreto nº 2.156/2026.

Com isso, o governo pretende ampliar a reciclagem e reduzir a poluição em Mato Grosso.

A medida também reforça a importância de separar o lixo reciclável e dar o destino correto aos produtos usados. Afinal, cuidar do meio ambiente ajuda a proteger a saúde e a qualidade de vida da população.

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Renato de Souza

Doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande, Renato de Souza é o jornalista responsável pelo Jornal da Boa Esperança (DRT: 50317/SP). Com ampla experiência em jornalismo digital, rádio e assessoria de comunicação, é também escritor e editor, autor de seis livros publicados de forma independente. Renato é pesquisador em Literatura, com interesse especial pelas crônicas de Plínio Marcos, e atua como produtor cultural e professor, dedicando-se à promoção da escrita criativa e do diálogo entre literatura e sociedade.

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