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CAT Sorriso leva agricultura familiar ao reconhecimento nacional
Imagem: ASCom/Prefeitura de Sorriso

CAT Sorriso leva agricultura familiar ao reconhecimento nacional

22/07/2026

Região- O trabalho da Associação Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso) levou a agricultura familiar do médio-norte de Mato Grosso a um importante reconhecimento nacional. O Selo de Identificação de Origem da Agricultura Familiar – no Coração de Mato Grosso foi reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e passou a integrar o Programa de Promoção de Boas Práticas Agrícolas. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União em 10 de julho.

Com esse reconhecimento, o projeto fortalece a agricultura familiar, valoriza produtores comprometidos com a sustentabilidade e amplia as oportunidades de mercado. Atualmente, o selo certifica 17 agricultores familiares dos municípios de Sorriso, Vera e Boa Esperança do Norte.

As informações são de Assessoria de Comunicação.

Reconhecimento fortalece agricultores familiares

O reconhecimento nacional representa um avanço para os produtores da região. Além disso, aumenta a confiança dos consumidores e incentiva a adoção de boas práticas no campo.

Os agricultores certificados investem em inovação, rastreabilidade, responsabilidade ambiental e gestão das propriedades. Dessa forma, conseguem agregar valor aos produtos e ampliar a competitividade no mercado.

A presidente do CAT Sorriso, Márcia Becker Paiva, destacou que a conquista é resultado de anos de dedicação.

“É com grande alegria e sentimento de dever cumprido que recebemos o reconhecimento do Ministério da Agricultura, que representa a validação de um trabalho construído com muita seriedade, dedicação e compromisso com o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar.”

Segundo ela, a certificação também reconhece o esforço conjunto de produtores, parceiros e da equipe técnica.

“Mais do que um reconhecimento institucional, é uma conquista de todos os produtores, parceiros e da equipe técnica que acreditaram nesse projeto desde o início.”

Selo exige cumprimento de 27 critérios técnicos

Para conquistar o selo, os produtores precisam atender a 27 critérios técnicos.

Entre as exigências estão:

  • Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF);
  • Cadastro Ambiental Rural (CAR);
  • Planejamento da produção;
  • Gestão de riscos;
  • Boas práticas agrícolas;
  • Uso responsável de insumos;
  • Bem-estar animal;
  • Higiene e segurança alimentar;
  • Rastreabilidade;
  • Responsabilidade ambiental.

Além disso, os agricultores devem adotar medidas de preservação ambiental.

A assistente de projetos do CAT Sorriso, Andreia Sousa, explica que ações como separação de resíduos e compostagem fazem parte da certificação.

“Os critérios de responsabilidade ambiental envolvem ainda ações como separação de resíduos, compostagem doméstica e compostagem em leiras, que transformam resíduos agrícolas em adubo reutilizável.”

Produtores comemoram reconhecimento nacional

O produtor Ivaldino Han, proprietário do Sítio Nossa Senhora Aparecida, está entre os agricultores certificados.

Na propriedade, ele cultiva banana, mamão, maracujá e abacaxi. Todos os meses, parte da produção abastece a merenda escolar, além de feiras, frutarias e mercados da região.

Para ele, o reconhecimento valoriza o trabalho desenvolvido no campo.

“Este reconhecimento do Ministério da Agricultura representa a valorização do nosso trabalho. É um incentivo para continuarmos adotando as boas práticas agrícolas, além de transmitir mais confiança aos nossos consumidores.”

Outro diferencial do selo é o QR Code presente nas embalagens. Assim, o consumidor pode conhecer a história do produtor, a propriedade, o sistema de produção e a origem dos alimentos.

A produtora Elizane da Silva acredita que esse recurso fortalece a confiança dos clientes.

“Esse reconhecimento reforça que estamos produzindo alimentos com responsabilidade, qualidade e segurança.”

Da mesma forma, o agricultor Gutemberg Oliveira Chagas destaca que o selo aumenta a visibilidade do negócio.

“O selo do CAT dá mais visibilidade para o meu negócio.”

Já a agricultora Maricilda Ludwig afirma que a certificação fortalece toda a cadeia produtiva.

“Esse reconhecimento é fundamental para nós, produtores, porque fortalece a confiança do consumidor no nosso trabalho.”

Projeto apresenta resultados expressivos

Em quase dois anos de execução, o projeto já apresenta resultados importantes.

Hoje, o CAT Sorriso acompanha 164 hectares de propriedades rurais. Desse total, 103 hectares são destinados à produção agrícola.

Além disso, a área produtiva cresceu 18 hectares desde o início da iniciativa. Como resultado, houve aumento da produtividade, da eficiência e do fortalecimento da agricultura familiar na região.

CAT Sorriso soma dois reconhecimentos do Ministério

Com a homologação do Selo de Identificação de Origem da Agricultura Familiar, o CAT Sorriso passa a ter dois projetos reconhecidos nacionalmente pelo Ministério da Agricultura.

Em outubro do ano passado, a entidade também recebeu reconhecimento pelo projeto Gente que Produz e Preserva, voltado aos produtores de soja certificados pelo padrão internacional RTRS.

Para a CEO do CAT Sorriso, Cristina Delicato, a conquista reforça o compromisso da instituição com a produção sustentável.

“Essa atuação integrada contribui para o desenvolvimento sustentável da região, conciliando a produção em larga escala com o fortalecimento da agricultura familiar, promovendo inclusão social, conservação ambiental e a melhoria contínua das práticas produtivas.”

Por fim, o reconhecimento consolida o trabalho do CAT Sorriso e amplia a visibilidade da agricultura familiar, beneficiando produtores e consumidores da região.

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Renato de Souza

Doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande, Renato de Souza é o jornalista responsável pelo Jornal da Boa Esperança (DRT: 50317/SP). Com ampla experiência em jornalismo digital, rádio e assessoria de comunicação, é também escritor e editor, autor de seis livros publicados de forma independente. Renato é pesquisador em Literatura, com interesse especial pelas crônicas de Plínio Marcos, e atua como produtor cultural e professor, dedicando-se à promoção da escrita criativa e do diálogo entre literatura e sociedade.

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