Mato Grosso – A pós-graduação em Arteterapia começou no território mato-grossense com 43 profissionais de diferentes áreas. A Escola de Saúde Pública de Mato Grosso (ESP-MT) oferece a formação por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).
O objetivo é melhorar o atendimento à população. Além disso, o curso prepara profissionais para usar a arte no cuidado com a saúde física e mental.
As informações são do Portal do Governo de MT.
O que é arteterapia e como ela ajuda na saúde?
A arteterapia utiliza atividades artísticas para ajudar no cuidado com a saúde. Entre elas estão pintura, desenho e outras formas de expressão.
Por meio dessas atividades, as pessoas podem expressar sentimentos e enfrentar momentos difíceis. Além disso, a técnica pode ajudar a aliviar o sofrimento emocional.
A arteterapia também pode contribuir para a recuperação e a reabilitação de pacientes. Por isso, pode fazer parte do atendimento a pessoas com problemas de saúde mental.
O Ministério da Saúde reconhece a técnica como uma Prática Integrativa e Complementar em Saúde (PICS). Ou seja, ela pode complementar os cuidados oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
No entanto, a arteterapia não substitui consultas, medicamentos ou outros tratamentos indicados pelos profissionais de saúde.
Pós-graduação em Arteterapia terá aulas até 2029
A Escola de Saúde Pública oferece o curso em parceria com o Núcleo de Pesquisa, Arte e Educação (NAPE).
A instituição parceira atua há 25 anos nas áreas de arte e educação. Dessa forma, contribui com sua experiência para a formação dos profissionais.
Ao todo, o curso terá 574 horas de formação. As atividades estão previstas entre 2026 e 2029, em Cuiabá.
Além disso, as aulas ocorrerão durante o dia, em período integral.
A proposta é preparar profissionais para utilizar a arteterapia em diferentes serviços públicos. Assim, o Estado espera ampliar o atendimento humanizado à população.
Formação busca melhorar o atendimento pelo SUS
Segundo a superintendente da Escola de Saúde Pública, Silvia Tomaz, a especialização atende às necessidades dos profissionais que trabalham diretamente com a população.
Ela explicou que a arteterapia vai além da produção de desenhos e pinturas.
“Não é sobre fazer arte bonita. É sobre usar a arte para cuidar da dor, do sofrimento psíquico, para humanizar o cuidado”, afirmou Silvia.
Além disso, a superintendente destacou a importância de compartilhar o conhecimento adquirido durante o curso.
Dessa forma, os participantes poderão levar novas formas de cuidado aos locais onde trabalham.
Curso reúne 43 profissionais de diferentes serviços
A primeira turma da pós-graduação em Arteterapia reúne 43 profissionais de diferentes áreas.
Desse total, 19 vagas foram destinadas aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Esses centros oferecem atendimento a pessoas que precisam de cuidados em saúde mental.
Além disso, quatro vagas foram destinadas às Unidades Descentralizadas de Reabilitação e ao Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa.
Outras três vagas ficaram com o Centro Especializado em Reabilitação (CER).
A formação também contempla profissionais de outros serviços, como:
- Centro Integrado de Assistência Psicossocial (CIAPS) Adauto Botelho;
- Hospital Psiquiátrico Paulo de Tarso;
- Equipes de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde;
- Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi);
- Educação pública;
- Sistema prisional e socioeducativo;
- Comunidade.
Com isso, o Estado pretende levar os conhecimentos sobre arteterapia a diferentes áreas do atendimento público.
Além disso, a formação busca melhorar o cuidado oferecido às pessoas que precisam de acompanhamento especializado.
Profissionais de 13 municípios participam do curso
A pós-graduação em Arteterapia reúne participantes de 13 municípios de Mato Grosso.
São eles: Água Boa, Barra do Garças, Brasnorte, Cáceres, Campinápolis, Cuiabá, Itiquira, Lucas do Rio Verde, Mirassol D’Oeste, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sorriso e Várzea Grande.
Após a formação, a expectativa é que os profissionais utilizem o conhecimento adquirido em seus locais de trabalho.
Além disso, eles poderão compartilhar as técnicas aprendidas com outras equipes de saúde.
Dessa forma, mais pessoas poderão ter acesso a atividades que ajudam no cuidado com a saúde.
Mato Grosso busca ampliar tratamentos complementares no SUS
Mato Grosso já oferece outras Práticas Integrativas e Complementares em Saúde pelo SUS.
Entre elas estão a fitoterapia, que utiliza plantas medicinais, e a dança circular, que reúne pessoas em atividades de movimento.
Além disso, o Estado oferece práticas como Reiki, terapia comunitária integrativa e Florais de Bach.
Agora, com a pós-graduação em Arteterapia, Mato Grosso busca preparar mais profissionais para utilizar a arte no cuidado com os pacientes.
Assim, a iniciativa pretende fortalecer o atendimento humanizado, principalmente para pessoas que precisam de acompanhamento em saúde mental.
Por isso, a formação representa mais uma medida para ampliar o uso de práticas complementares nos serviços públicos.
Com isso, a expectativa é que profissionais de diferentes municípios possam oferecer novas formas de cuidado à população.

