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Caso de atendimento médico gera repercussão em Boa Esperança
Imagem: Reprodução

Caso de atendimento médico gera repercussão em Boa Esperança

16/06/2026

Boa Esperança do Norte – Uma reclamação sobre atendimento médico na rede pública municipal ganhou repercussão nas redes sociais nesta semana. A publicação foi feita por uma moradora que relatou dificuldades durante um atendimento na unidade de saúde da sede do município.

Segundo ela, na noite de segunda-feira 15, procurou a unidade para que o esposo recebesse atendimento após uma farpa de milheto ficar cravada no pé.

De acordo com o relato enviado ao Jornal da Boa Esperança, o médico de plantão não teria conseguido retirar o objeto.

“Era uma farpa de quase 1 centímetro enfiada no pé. O médico tremia igual vara verde e não conseguiu tirar a farpa visível no pé”, afirmou a moradora.

Moradora relata que retirou a farpa em casa

Ainda segundo a publicação, a família voltou para casa sem a remoção da farpa.

Depois disso, a própria moradora decidiu realizar o procedimento utilizando materiais que conseguiu por conta própria.

“Resumindo: viemos para casa e eu tive que cortar e fazer a retirada em casa, sem preparo, sem material e sem nada. Mas retirei com uma pinça de sobrancelha e uma agulha que consegui na farmácia. Nem mesmo curativo o médico fez”, relatou.

Além disso, ela criticou a qualidade do atendimento recebido na unidade de saúde.

“Vamos ter que melhorar esse atendimento. Quando um médico não consegue tirar uma farpa e eu preciso virar açougueira em casa, sem preparo, sem instrumentação e sem saber o que fazer, temos um grande problema”, escreveu.

Reclamação levanta questionamentos sobre atendimento médico

A moradora também demonstrou preocupação com situações de maior gravidade.

“Me questiono se ele é capaz de lidar com um AVC, uma parada respiratória ou um infarto. Infelizmente aqui não se tem médicos como outrora”, acrescentou.

A publicação gerou diversos comentários entre moradores de Boa Esperança do Norte. Muitos relataram experiências semelhantes e cobraram melhorias no atendimento médico oferecido à população.

Um dos comentários publicados nas redes sociais dizia:

“Pior que é verdade. A saúde de Boa Esperança está deplorável. Não falo de todos, faço questão de ser justo, mas a maioria dos profissionais que hoje atuam no município não tem o preparo mínimo para ocupar os cargos que ocupam.”

Na sequência, o morador afirmou que a população merece profissionais qualificados e um serviço mais eficiente, independentemente dos investimentos realizados em estrutura e equipamentos.

Outros relatos sobre a saúde pública já chegaram ao jornal

O caso acontece em meio a outras reclamações recebidas pelo Jornal da Boa Esperança nos últimos meses.

Recentemente, o jornal publicou uma reportagem sobre um morador que questionou o atendimento prestado à esposa antes do diagnóstico de dengue hemorrágica.

Segundo o relato, a mulher procurou atendimento diversas vezes após apresentar febre, dores no corpo e mal-estar. No entanto, os primeiros atendimentos apontaram uma gripe forte.

Com a continuidade dos sintomas, a família buscou ajuda em outro município. Lá, profissionais identificaram a dengue hemorrágica.

Dessa forma, os relatos têm ampliado o debate sobre a qualidade da assistência médica oferecida em Boa Esperança do Norte. Além disso, moradores seguem cobrando melhorias nos serviços de saúde disponíveis para a população.

Secretaria de Saúde pode se manifestar

O Jornal da Boa Esperança tenta contato com a Secretaria Municipal de Saúde para que um representante do poder público da área possa comentar o caso.

O espaço permanece aberto para manifestações da Secretaria e das demais pessoas envolvidas.

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Renato de Souza

Doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande, Renato de Souza é o jornalista responsável pelo Jornal da Boa Esperança (DRT: 50317/SP). Com ampla experiência em jornalismo digital, rádio e assessoria de comunicação, é também escritor e editor, autor de seis livros publicados de forma independente. Renato é pesquisador em Literatura, com interesse especial pelas crônicas de Plínio Marcos, e atua como produtor cultural e professor, dedicando-se à promoção da escrita criativa e do diálogo entre literatura e sociedade.

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