Região – A rede de proteção à infância de Santa Rita do Trivelato promoveu, no dia 26 de junho, o Workshop Projeto Luz. O encontro reuniu profissionais da Educação, Saúde, Assistência Social e outros órgãos públicos. O objetivo, principalmente, foi preparar as equipes para identificar, acolher e atender crianças e adolescentes vítimas de violência.
A palestra foi ministrada pela promotora de Justiça Ana Carolina Oliveira, do Ministério Público de Nova Mutum. Durante o evento, ela destacou a importância de reconhecer os sinais de violência o quanto antes. Além disso, reforçou que o atendimento deve ser humanizado e realizado de forma integrada entre todos os órgãos.
As informações são de Assessoria de Comunicação.
Rede de proteção à infância amplia combate à violência
Criado para enfrentar casos de violência sexual, o Projeto Luz passou por mudanças em junho de 2024. Desde então, também atende situações de violência física, psicológica e institucional praticadas por adultos contra crianças e adolescentes.
Com essa ampliação, a rede de proteção à infância consegue oferecer um atendimento mais completo. Assim, as vítimas recebem apoio desde o primeiro contato até o acompanhamento dos casos.
Entre os principais objetivos do projeto estão:
- Garantir atendimento rápido e humanizado;
- Padronizar os procedimentos entre os órgãos envolvidos;
- Evitar que crianças e adolescentes precisem repetir várias vezes o mesmo relato;
- Melhorar o encaminhamento das vítimas e de suas famílias.
Como funciona a rede de proteção à infância
O Projeto Luz reúne instituições que trabalham em conjunto para proteger crianças e adolescentes.
Entre elas estão:
- Ministério Público;
- Polícia Militar;
- Polícia Civil;
- Conselho Tutelar;
- Secretarias Municipais de Assistência Social, Educação e Saúde.
Dessa forma, todos os órgãos conseguem agir com mais rapidez quando há suspeita ou confirmação de violência.

Papel de cada setor
Durante o workshop, os participantes revisaram as funções de cada área.
Na Assistência Social, as equipes acolhem as vítimas e seus familiares. Além disso, oferecem apoio psicossocial.
Na Educação, os profissionais identificam possíveis sinais de violência nas escolas. Em seguida, fazem os encaminhamentos conforme os protocolos definidos.
Na Saúde, as equipes realizam o atendimento médico. Depois, solicitam exames e executam os procedimentos necessários.
Capacitação melhora o atendimento às vítimas
Além da apresentação dos protocolos de atendimento, os profissionais receberam informações sobre os tipos de violência, o perfil dos agressores e o trabalho dos órgãos responsáveis pela investigação.
Com esse conhecimento, os profissionais ficam mais preparados para agir de forma rápida e segura. Por isso, o atendimento às vítimas tende a ser mais eficiente e acolhedor.
Por fim, a Prefeitura de Santa Rita do Trivelato reafirmou o compromisso com a proteção de crianças e adolescentes. Além disso, destacou que fortalecer a rede de proteção à infância é essencial para garantir um atendimento cada vez mais humanizado às vítimas de violência.

