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‘Não é crise, é crime’, alerta delegada sobre relacionamentos abusivos
Imagem: ASCom/Governo de MT

‘Não é crise, é crime’, alerta delegada sobre relacionamentos abusivos

08/03/2026

Mato Grosso – A violência psicológica contra a mulher muitas vezes começa com atitudes que parecem pequenas. No entanto, xingamentos, humilhações e controle já são crimes.

Segundo a delegada Judá Marcondes, da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, esses comportamentos não indicam apenas problemas no relacionamento.

Não é crise, é crime”, alerta a delegada ao explicar que muitas mulheres vivem violência sem perceber.

O alerta ganha ainda mais importância neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher. A entrevista com Judá Marcondes foi originalmente publicada no portal do Governo de MT.


Xingamentos e humilhações são violência psicológica

De acordo com a delegada, muitos casos de violência começam com palavras que diminuem e ferem a autoestima da mulher.

“Falamos muito de sinais. Porém, esses sinais já são crimes. Xingamentos, traição usada para humilhar e manipulação são formas de violência psicológica”, explica.

Além disso, muitas vítimas demoram a perceber que estão em um relacionamento abusivo.

Por isso, acabam permanecendo mais tempo na situação de violência.


Ciúmes e controle são sinais de alerta

Outro ponto importante são atitudes de controle dentro do relacionamento.

Alguns comportamentos que indicam risco são:

  • controlar a roupa da mulher
  • vigiar com quem ela fala
  • impedir contato com amigos e familiares
  • controlar onde ela vai ou com quem sai

Segundo a delegada, essas atitudes mostram tentativa de domínio sobre a vida da mulher.

Além disso, esse tipo de comportamento pode evoluir para violência mais grave e até feminicídio.

“Existem feminicídios em que nunca houve agressão física antes. Mesmo assim havia violência psicológica”, alerta.


Cultura machista ainda dificulta denúncias

Muitos casos de violência doméstica também estão ligados a fatores culturais.

Durante muito tempo, a sociedade ensinou que o homem deve mandar no relacionamento. Por isso, algumas atitudes abusivas acabam sendo vistas como normais.

Com isso, muitas mulheres não reconhecem que estão sofrendo violência.

Além disso, algumas vítimas evitam denunciar por medo de conflitos familiares ou para não prejudicar o agressor.

“Muitas vezes a mulher nem percebe que está vivendo uma violência”, afirma a delegada.


Apoio da família pode ajudar a vítima

Uma pesquisa nacional realizada em 2025 pelo DataSenado mostra que muitas vítimas procuram ajuda primeiro com pessoas próximas.

Ou seja, família e amigos têm papel importante no apoio às mulheres.

Segundo a delegada, esse apoio pode encorajar a vítima a procurar ajuda.

“Uma mulher em relacionamento abusivo precisa de apoio para sair da dependência do agressor”, explica.


O que acontece quando a mulher denuncia

Quando a vítima procura uma delegacia, ela recebe acolhimento e orientação.

Depois disso, a polícia analisa o caso e pode aplicar medidas de proteção.

Entre elas estão:

  • afastamento do agressor
  • medidas protetivas da Justiça
  • uso de tornozeleira eletrônica pelo acusado

Segundo a delegada, nenhuma mulher é obrigada a viver em um relacionamento abusivo.


Como denunciar violência doméstica

A denúncia pode ser feita de várias formas:

  • em qualquer delegacia de polícia
  • em bases da Polícia Militar
  • pelo telefone 180
  • pelo telefone 197 da Polícia Civil
  • pelo aplicativo SOS Mulher

A orientação é procurar ajuda logo nos primeiros sinais de violência.

Além disso, familiares e amigos também podem ajudar a denunciar.

Quanto mais cedo o caso chega às autoridades, maiores são as chances de proteger a vítima.

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Renato de Souza

Doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande, Renato de Souza é o jornalista responsável pelo Jornal da Boa Esperança (DRT: 50317/SP). Com ampla experiência em jornalismo digital, rádio e assessoria de comunicação, é também escritor e editor, autor de seis livros publicados de forma independente. Renato é pesquisador em Literatura, com interesse especial pelas crônicas de Plínio Marcos, e atua como produtor cultural e professor, dedicando-se à promoção da escrita criativa e do diálogo entre literatura e sociedade.

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