Mato Grosso – Em discurso em Cuiabá, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou que o indiciamento de Jair Bolsonaro pela Polícia Federal é apenas uma “cortina de fumaça”. Segundo ele, além disso, a medida tenta esconder um suposto esquema de corrupção no INSS, que classificou como “o maior da história do país”.
O senador falou nesta quinta-feira 21 de agosto, durante o ato de filiação da senadora Margareth Buzetti ao Progressistas. Por isso, o evento ganhou ainda mais repercussão política.
Acusações contra o governo
Nogueira acusou a Polícia Federal de desviar a atenção da população.
“Tudo que aconteceu ontem serviu para tentar esconder a grande vitória da verdade. Nós conseguimos a presidência e a relatoria do que será o maior escândalo de corrupção da história do país: o assalto que a esquerda fez ao INSS, tirando dos aposentados”, declarou.
Entretanto, ele ressaltou que a oposição continuará cobrando investigações. Dessa forma, reforçou que não se trata apenas de uma disputa política, mas de um caso que, em sua visão, prejudica milhões de aposentados.
Defesa de anistia para Bolsonaro
No evento, o senador também defendeu uma anistia ampla. Segundo ele, além dos apoiadores presos, o ex-presidente deve ser incluído.
“Eu defendo que a anistia tem que incluir o presidente Bolsonaro. Não há como aprovar sem o nome dele. Precisamos virar a página dessa narrativa de tentativa de golpe. Essas pessoas devem ser punidas apenas por depredação, como o PT já fez tantas vezes no Brasil”, afirmou.
Assim, Ciro Nogueira buscou reforçar a união da base bolsonarista em torno do tema.
Críticas ao governo Lula
Além disso, Nogueira pediu que o Progressistas mantenha uma postura firme contra o governo federal. Para ele, a federação partidária obriga o partido a proibir filiados de aceitarem cargos no governo Lula, sob risco de expulsão.
Por outro lado, admitiu que alguns setores da sigla ainda defendem diálogo com a administração federal, o que pode gerar disputas internas.
Contexto do indiciamento
As falas do senador ocorreram no mesmo dia em que a Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL) por coação no curso do processo.
Ao mesmo tempo, os agentes apreenderam o passaporte e o celular do pastor Silas Malafaia, apontado como um dos principais aliados do ex-presidente.
Dessa forma, o indiciamento aumentou a tensão entre governo e oposição e ampliou o debate político em todo o país, inclusive em cidades como Boa Esperança do Norte, onde o tema virou assunto nas rodas de conversa.