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Rede estadual amplia escolas cívico-militares em Mato Grosso
Imagem: Arquivo ASCom/Governo de MT

Rede estadual amplia escolas cívico-militares em Mato Grosso

18/06/2026

Mato Grosso – A rede estadual de ensino agora conta com 263 escolas cívico-militares. O número foi alcançado após a aprovação de mais 11 unidades em consultas realizadas nos dias 16 e 17 de junho.

Com isso, o modelo representa 41,7% das 631 escolas estaduais em funcionamento. A meta do Governo de Mato Grosso era chegar a 205 unidades até o fim de 2026. No entanto, esse objetivo já foi superado. Além disso, somente neste mês, a comunidade escolar aprovou a adoção do modelo em 35 escolas estaduais.

As informações são do portal do Governo de MT.

Comunidade decide sobre escolas cívico-militares

Pais, responsáveis e estudantes participaram das consultas feitas nas próprias escolas. Assim, a comunidade teve participação direta na decisão.

A votação é obrigatória e garante que moradores e famílias possam opinar sobre mudanças na unidade escolar.

Segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), a mudança para o modelo cívico-militar não acontece de forma automática. Antes disso, cada escola passa por várias etapas.

Primeiramente, ocorre o chamamento público. Depois, a proposta é apresentada à comunidade escolar. Em seguida, acontece a consulta pública. Por fim, o resultado é divulgado oficialmente.

Além disso, mesmo após a aprovação, o Estado ainda precisa cumprir procedimentos administrativos. Entre eles está a contratação de militares da reserva que irão integrar as Equipes Cívico-Militares.

Como funcionam as escolas cívico-militares

Mesmo com a mudança, o ensino continua público e gratuito. Além disso, o currículo segue o mesmo padrão da rede estadual.

Diretores, coordenadores e professores continuam responsáveis pelas atividades pedagógicas. Dessa forma, as aulas permanecem alinhadas às regras da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Já os militares da reserva atuam apenas em funções administrativas e de apoio à disciplina. Por exemplo, eles ajudam na organização do ambiente escolar, controlam o acesso às unidades e acompanham as atividades do dia a dia.

Também participam de ações que incentivam valores como respeito, responsabilidade e cidadania.

Atualmente, as escolas cívico-militares atendem 180.336 estudantes em Mato Grosso. Isso significa que cerca de 54% dos alunos da rede estadual estudam nesse modelo.

Já as Escolas Estaduais Militares reúnem 21.580 estudantes, o equivalente a 6,46% do total de matrículas. Assim, os dois modelos somam 201.916 alunos e atendem 60,46% dos estudantes da rede pública estadual.

Mais 11 escolas cívico-militares são aprovadas

As consultas realizadas nos dias 16 e 17 de junho aprovaram a conversão das seguintes unidades:

  • EE José Ângelo dos Santos – Barra do Garças;
  • EE Kreen Akorore – Guarantã do Norte;
  • EE Bacharel Ribeiro de Arruda – Poconé;
  • EE Dom Vunibaldo – Juscimeira;
  • EE Rodolfo Augusto Trechaud Curvo – Cuiabá;
  • EE Dona Rosa Friger Piovezan – Comodoro;
  • EE Coronel Jerônimo Gomes da Silva – Araguaiana;
  • EE Tancredo Neves – Nova Nazaré;
  • EE Padre Thiago – Mirassol d’Oeste;
  • EE Lourenço Peruchi – São José dos Quatro Marcos;
  • EE Deputado Dormevil Faria – Pontes e Lacerda.

Boa Esperança do Norte aprova modelo para escola estadual

A comunidade de Boa Esperança do Norte também participou desse processo. Nos dias 8 e 9 de junho, moradores aprovaram a implantação do modelo cívico-militar na Escola Estadual Cristiano Araújo Pires.

De acordo com o resultado divulgado, 89,76% dos votantes disseram “sim” à proposta. Por outro lado, 10,24% votaram contra.

Além da unidade de Boa Esperança do Norte, outras 23 escolas de diferentes municípios aderiram ao modelo no início do mês.

Para muitas famílias do município, a decisão representa uma nova etapa para a educação local. Ao mesmo tempo, reforça a participação da população nas escolhas sobre a escola da comunidade. Dessa maneira, fortalece o sentimento de pertencimento dos moradores às mudanças que impactam diretamente a vida dos estudantes.

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Renato de Souza

Doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande, Renato de Souza é o jornalista responsável pelo Jornal da Boa Esperança (DRT: 50317/SP). Com ampla experiência em jornalismo digital, rádio e assessoria de comunicação, é também escritor e editor, autor de seis livros publicados de forma independente. Renato é pesquisador em Literatura, com interesse especial pelas crônicas de Plínio Marcos, e atua como produtor cultural e professor, dedicando-se à promoção da escrita criativa e do diálogo entre literatura e sociedade.

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