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Falta de energia trava indústrias e aumenta pobreza em MT
Imagem: Reprodução

Falta de energia trava indústrias e aumenta pobreza em MT

29/09/2025

Mato Grosso – A crise no fornecimento de energia elétrica está dificultando a industrialização do estado e aumentando a pobreza, segundo o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo. Ele fez esse alerta na segunda-feira 29 de setembro, durante um evento promovido pelo TCE.

Energia ruim, empregos em risco

De acordo com o conselheiro, a concessionária Energisa não está cumprindo o contrato assinado há 30 anos. Por isso, os investimentos necessários para melhorar a rede elétrica não foram feitos.

“A responsabilidade da desindustrialização de Mato Grosso é o péssimo fornecimento de energia elétrica. Fizemos um estudo em 112 municípios e o resultado é péssimo”, afirmou Sérgio Ricardo.

Além disso, ele destacou que muitos municípios ainda não têm rede trifásica — estrutura essencial para instalar indústrias. Ou seja, sem energia adequada, não há novas empresas e nem geração de empregos.

“Sem rede trifásica não se instala empresa. A energia em Cuiabá já é ruim, no Distrito Industrial é ruim, e no interior é muito pior”, criticou.

Crise energética piora situação social

Com isso, o problema da energia afeta diretamente a vida das pessoas. Segundo o presidente do TCE, a falta de empregos e o alto custo da energia estão ampliando a miséria no estado.

“Quando digo que a pobreza está se transformando em miséria, é a mais pura verdade. Sem energia de qualidade e sem industrialização, a situação vai piorar”, alertou.

Dessa forma, a crise energética se torna uma barreira para o crescimento econômico e o bem-estar da população de cidades como Boa Esperança do Norte e outras do interior.

Soluções para mudar o cenário

Para resolver o problema, Sérgio Ricardo defende ações firmes. Ele cobra que a Energisa seja responsabilizada pelos anos sem investimentos. Além disso, propõe uma política mais forte de incentivo à industrialização.

“A Energisa precisa investir em Mato Grosso o que não investiu nesses 30 anos. Não importa se houve troca de controle: o contrato de concessão existe e deve ser cumprido”, ressaltou.

Seminários para discutir soluções

O presidente do TCE também anunciou que vai promover seminários com empresários, federações e gestores públicos. O objetivo é buscar soluções práticas para ampliar a industrialização e melhorar a qualidade de vida da população.

“Mato Grosso precisa criar oportunidades, qualificar sua população e industrializar. Não dá mais para adiar esse debate”, finalizou.

A Energisa ainda não se posicionou oficialmente sobre as críticas feitas pelo TCE.

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Renato de Souza

Doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande, Renato de Souza é o jornalista responsável pelo Jornal da Boa Esperança (DRT: 50317/SP). Com ampla experiência em jornalismo digital, rádio e assessoria de comunicação, é também escritor e editor, autor de seis livros publicados de forma independente. Renato é pesquisador em Literatura, com interesse especial pelas crônicas de Plínio Marcos, e atua como produtor cultural e professor, dedicando-se à promoção da escrita criativa e do diálogo entre literatura e sociedade.

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