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Artesanato indígena de Mato Grosso movimenta Bienal de SP
Imagem: ASCom/Governo de MT

Artesanato indígena de Mato Grosso movimenta Bienal de SP

16/05/2026

Mato Grosso – O artesanato indígena do estado ganhou destaque nacional durante o Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, em São Paulo. Em apenas um dia, o artesão indígena Peti Waura vendeu e recebeu encomendas que somaram R$ 68 mil. O evento acontece entre os dias 13 e 17 de maio, no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera.

As informações são do portal do Governo de MT.

Artesanato indígena atrai arquitetos e lojistas

As vendas aconteceram durante uma rodada de negócios com arquitetos, decoradores e lojistas de várias regiões do Brasil. Os bancos de madeira esculpidos por Peti Waura chamaram a atenção dos compradores.

Além disso, Mato Grosso participa da feira com dois espaços diferentes. Um deles fica no estande institucional dos Estados brasileiros, com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec). O outro espaço é organizado pelo Sebrae Mato Grosso.

Mato Grosso leva artesãos de várias cidades

A delegação de Mato Grosso reúne 11 artesãos, associações e grupos produtivos. Eles representam cidades como:

  • Cuiabá;
  • Tangará da Serra;
  • Nova Mutum;
  • São José do Rio Claro;
  • Santo Antônio de Leverger;
  • Gaúcha do Norte;
  • Paranatinga.

Além do artesanato indígena, o Estado também apresentou peças feitas com:

  • cerâmica;
  • sementes;
  • madeira;
  • materiais recicláveis.

Dessa forma, o público conhece diferentes culturas e tradições mato-grossenses.

Feira ajuda na geração de renda indígena

Segundo a coordenadora de Artesanato da Sedec, Lourdes Josafa Sampaio, a participação no evento fortalece comunidades e ajuda na geração de renda.

Ela destacou que o artesanato indígena vem conquistando espaço no mercado brasileiro.

“Um dos nossos artesãos vendeu sozinho R$ 68 mil em bancos diretamente da aldeia para arquitetos e lojistas. Isso mostra a força do artesanato mato-grossense”, afirmou.

Além disso, Lourdes explicou que o apoio do Governo do Estado é importante para ajudar os artesãos com despesas de viagem e transporte.

Representantes de MT, durante evento em São Paulo (Imagem: ASCom/Governo de MT)

Artesão indígena trabalha há mais de 20 anos

Morador da Aldeia Álamo, Peti Waura produz esculturas em madeira há mais de duas décadas.

Cada banco leva cerca de uma semana para ficar pronto. Os preços variam entre R$ 800 e R$ 5 mil.

O artesão contou que aprendeu o trabalho ainda na infância. Hoje, ele também ensina o filho para manter a tradição da família.

“Desde criança eu trabalho esculpindo madeira. Hoje fico muito feliz vendo minhas peças sendo valorizadas aqui”, relatou.

Ceramista comemora oportunidade em São Paulo

A ceramista Valéria Menezes participa da feira pela primeira vez. Ela trabalha com cerâmica há 19 anos e acredita que o evento ajuda a divulgar o artesanato de Mato Grosso.

Segundo a artesã, o incentivo recebido facilita o contato com novos clientes.

“Esse incentivo é muito importante. Estar aqui está sendo uma grande oportunidade para mostrar nosso trabalho”, disse.

Feira reúne mais de 700 artesãos

O Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras reúne mais de 700 artesãos de 26 estados brasileiros e do Distrito Federal.

A organização espera superar os R$ 4,7 milhões em negócios registrados na edição passada.

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Renato de Souza

Doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande, Renato de Souza é o jornalista responsável pelo Jornal da Boa Esperança (DRT: 50317/SP). Com ampla experiência em jornalismo digital, rádio e assessoria de comunicação, é também escritor e editor, autor de seis livros publicados de forma independente. Renato é pesquisador em Literatura, com interesse especial pelas crônicas de Plínio Marcos, e atua como produtor cultural e professor, dedicando-se à promoção da escrita criativa e do diálogo entre literatura e sociedade.

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