Região – O tatuador Lia Perboni, de cerca de 40 anos, morreu após levar mais de dez tiros na tarde deste sábado 27 de junho, em uma casa no bairro Boa Esperança, em Sorriso. A Polícia Civil investiga a suspeita de que integrantes de uma facção criminosa tenham promovido um suposto tribunal do crime.
Além dele, um homem que instalava um lustre na residência levou um tiro no abdômen. Mesmo ferido, ele conseguiu fugir e pedir socorro.
Lia Perboni era irmão do pastor Fernando Perboni, que liderou por vários anos a Igreja Batista Nacional de Boa Esperança do Norte. Por isso, o caso repercutiu entre moradores do município.
Criminosos invadiram a residência
Segundo o portal 24 Horas MT, criminosos armados invadiram a casa enquanto as vítimas estavam no imóvel.
As informações preliminares indicam que integrantes de uma facção criminosa mantinham os dois homens em um suposto julgamento.
Durante a ação, uma ligação telefônica teria orientado os suspeitos a não matar as vítimas. No entanto, um terceiro homem chegou ao local e, conforme a investigação, ordenou a execução.
Os disparos atingiram Lia Perboni, que morreu no local.
Já o trabalhador escapou da residência. Em seguida, equipes de resgate o encaminharam para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sorriso. Depois, os médicos transferiram o paciente para o Hospital Regional.
Bombeiros atenderam a ocorrência
Segundo uma enfermeira do Corpo de Bombeiros, a equipe recebeu um chamado pelo telefone 193 para atender uma ocorrência registrada, inicialmente, como ferimento por arma branca.
Durante o deslocamento, os militares receberam uma nova informação indicando disparos de arma de fogo.
Ao chegarem ao endereço, os bombeiros encontraram Lia Perboni sem sinais vitais.
Conforme a profissional, o tatuador apresentava mais de dez perfurações provocadas por tiros no abdômen, na região lombar, nos braços e nas pernas.
Polícia Civil apura o caso
Equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram a perícia no imóvel.
Agora, os investigadores trabalham com a hipótese de um suposto tribunal do crime.
Além disso, a Polícia Civil busca identificar todos os envolvidos, esclarecer a motivação do homicídio e confirmar como ocorreu a execução.
Até o momento, ninguém havia sido preso.
As investigações continuam.

