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Vereadores defendem escola cívico-militar em Boa Esperança
Imagem: JBE

Vereadores defendem escola cívico-militar em Boa Esperança

01/06/2026

Boa Esperança do Norte – A possível implantação de uma escola cívico-militar no município ganhou apoio de vereadores durante a sessão da Câmara Municipal realizada na segunda-feira 1º de junho.

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) selecionou a Escola Estadual Cristiano Araújo Pires para participar de uma consulta pública sobre a adoção do modelo. A unidade fica na sede de Boa Esperança do Norte e integra um grupo de 24 escolas estaduais que passarão pelo processo de votação.

Vereadores apoiam escola cívico-militar em Boa Esperança

Os vereadores Daniely Peters, Izaqueu de Andrade, José Marcos Pereira (Marcão) e Olenil Lino manifestaram apoio à proposta durante a sessão.

Daniely Peters afirmou que o modelo pode fortalecer o trabalho desenvolvido na escola.

“Sou favorável ao modelo. Entendo que ele vem para somar com os professores e com a comunidade escolar”, destacou.

Além disso, o vereador Izaqueu de Andrade reforçou que a comunidade escolar terá a palavra final.

“É a população que decide. São os pais e a comunidade escolar que vão decidir”, afirmou.

Já o vereador Marcão defendeu mais diálogo antes da votação. Segundo ele, a população precisa conhecer melhor a proposta.

“A comunidade precisa entender essa transição. Quem vota são os pais e as mães dos alunos”, disse.

Por sua vez, Olenil Lino lembrou que a Seduc define as regras para a implantação do modelo.

“Estou torcendo pelo sim”, declarou.

Consulta pública acontece nos dias 8 e 9 de junho

A comunidade escolar votará nos dias 8 e 9 de junho, das 7h às 19h, na própria Escola Estadual Cristiano Araújo Pires.

Poderão participar:

  • Pais e responsáveis legais dos estudantes;
  • Alunos com mais de 16 anos.

O voto será secreto. Cada participante deverá escolher entre as opções “Aprovo” ou “Não Aprovo”.

Segundo a Seduc, a consulta pública garante a participação da comunidade na decisão sobre a implantação da escola cívico-militar em Boa Esperança.

O que muda com a escola cívico-militar?

As escolas cívico-militares continuam públicas e gratuitas. Além disso, os estudantes seguem aprendendo os mesmos conteúdos da rede estadual.

Os professores permanecem responsáveis pelas aulas e pelas atividades pedagógicas.

Enquanto isso, os militares prestam apoio à organização escolar, às atividades cívicas, à disciplina e às rotinas administrativas.

Antes da implantação, a escola precisa cumprir algumas etapas:

  • Apresentação da proposta;
  • Consulta à comunidade escolar;
  • Realização da votação;
  • Divulgação do resultado.

Comunidade escolar terá decisão final

A consulta pública definirá se a escola adotará ou não o modelo cívico-militar.

Por isso, pais, responsáveis e alunos aptos a votar terão papel decisivo no futuro da unidade escolar.

Mato Grosso já possui 227 escolas cívico-militares

Atualmente, Mato Grosso conta com 227 escolas estaduais que utilizam o modelo cívico-militar.

Caso as 24 unidades participantes aprovem a proposta, o estado passará a ter 253 escolas nesse formato.

Além de Boa Esperança do Norte, moradores de municípios como Rondonópolis, Diamantino, Colíder, Nobres e Poxoréu também participarão da consulta pública.

Após o encerramento da votação, a Seduc publicará o resultado nos canais oficiais, na escola e na Diretoria Regional de Educação.

Mesmo com uma eventual aprovação, o Governo de Mato Grosso ainda precisará escolher a equipe militar que atuará na unidade.

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Renato de Souza

Doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande, Renato de Souza é o jornalista responsável pelo Jornal da Boa Esperança (DRT: 50317/SP). Com ampla experiência em jornalismo digital, rádio e assessoria de comunicação, é também escritor e editor, autor de seis livros publicados de forma independente. Renato é pesquisador em Literatura, com interesse especial pelas crônicas de Plínio Marcos, e atua como produtor cultural e professor, dedicando-se à promoção da escrita criativa e do diálogo entre literatura e sociedade.

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