Boa Esperança do Norte (MT), 04/02/2026, C
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Gergelim se consolida como segunda safra em Mato Grosso
Imagem: ASCom/Governo de MT

Gergelim se consolida como segunda safra em Mato Grosso

04/02/2026

Mato Grosso – Atualmente, o gergelim vem ganhando cada vez mais espaço no território mato-grossense. Isso acontece porque a cultura se adaptou bem ao clima do estado. Além disso, ela virou uma boa opção de segunda safra após a soja.

Com isso, produtores rurais passaram a buscar alternativas ao milho. Principalmente, em regiões onde a seca chega mais cedo. Por isso, o gergelim vem sendo escolhido com mais frequência.

As informações são do portal do Governo de MT.

Produção de gergelim aumenta ano após ano

Na safra 2023/2024, Mato Grosso produziu 246 mil toneladas de gergelim. Já na safra seguinte, em 2024/2025, esse volume subiu para quase 289 mil toneladas.

Ou seja, houve um crescimento de 17,3% em apenas um ano. Além do aumento da produção, a produtividade também melhorou. Dessa forma, o rendimento passou de 579 para 720 quilos por hectare.

Assim, o avanço mostra que o manejo melhorou. Ao mesmo tempo, o uso de tecnologia no campo se tornou mais comum.

Mercado externo impulsiona a cultura

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o crescimento do gergelim está ligado ao mercado internacional. Isso porque, no ano passado, a China abriu as portas para o gergelim brasileiro.

Com essa abertura, mais de 20 empresas de Mato Grosso foram credenciadas. Como resultado, surgiram novos investimentos em sementes e pesquisa agrícola.

Atualmente, cerca de 99% do gergelim produzido no estado é exportado. Portanto, a cultura tem foco forte no mercado externo.

Área plantada deve continuar crescendo

De acordo com a Conab, a área de gergelim em Mato Grosso pode chegar a 400 mil hectares na safra 2025/2026. Esse número, inclusive, faz parte dos 22,3 milhões de hectares de grãos no estado.

Com isso, a produção deve seguir em alta. Além disso, a expectativa é que tanto a área plantada quanto o volume colhido aumentem nos próximos anos.

Gergelim substitui milho em regiões mais secas

Em regiões como o Araguaia, a estiagem chega mais cedo. Por causa disso, o milho nem sempre é a melhor opção. Nesses casos, o gergelim aparece como alternativa viável.

Segundo o secretário, tudo depende do planejamento. Ou seja, quando o produtor respeita o calendário agrícola, o gergelim traz bons resultados.

Custos menores facilitam a adoção

Outro ponto positivo é o custo menor. Isso ocorre porque muitos produtores usam a mesma colheitadeira da soja. Assim, não precisam investir em novas máquinas.

Além disso, o ciclo do gergelim é curto. Em média, dura cerca de 120 dias. Por isso, o plantio costuma acontecer entre o fim de fevereiro e o início de março.

Variedades seguem a demanda do mercado

Em Mato Grosso, a variedade mais usada é a K3. Essa variedade, principalmente, serve para produção de óleo. Já no mercado asiático, a preferência é pela K2, considerada mais doce.

Na China, por exemplo, o consumo de óleo de gergelim é maior que o de soja. Por esse motivo, a demanda pelo produto brasileiro continua crescendo.

Cultura ajuda a diversificar a produção

O avanço do gergelim faz parte de uma estratégia maior. Ou seja, o estado busca diversificar a produção agrícola. Além disso, a meta é gerar mais valor dentro de Mato Grosso.

Segundo o governo, projetos como a Zona de Processamento de Exportação ajudam nesse processo. Assim, novos investimentos podem chegar ao estado.

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Renato de Souza

Doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande, Renato de Souza é o jornalista responsável pelo Jornal da Boa Esperança (DRT: 50317/SP). Com ampla experiência em jornalismo digital, rádio e assessoria de comunicação, é também escritor e editor, autor de seis livros publicados de forma independente. Renato é pesquisador em Literatura, com interesse especial pelas crônicas de Plínio Marcos, e atua como produtor cultural e professor, dedicando-se à promoção da escrita criativa e do diálogo entre literatura e sociedade.

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